segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Uma taça Peter Hess, uma pequena história




 

Olá! Bem hajam!
No âmbito da comemoração do 20° aniversário da Academia Peter Hess Portugal e do Congresso do Som que se vai realizar em Novembro próximo, resolvi fazer umas pequenas histórias com som das taças terapêuticas Peter Hess.

"Uma taça de som Peter Hess, uma pequena história

Começo por colocar a taça suavemente sobre a palma da mão que repousa numa almofada do teu colo.

Toco muito levemente com o feltro da baqueta na borda da taça terapêutica e ela começa a vibrar.

O som é muito baixo, mas já se pode ver que saiu da taça e chegou ao ouvido e, portanto, já a vibração alcançou a cabeça, a barriga, as pernas, ao peito, para além da mão, do braço de onde o som partiu.

Quase não se ouve, mas a vibração da taça sente-se muito bem na pele da palma da mão.

O som entra mão como uma onda na beira-mar se espalha na areia, se estica e envolve todos os grãos de areia que encontra.

O som espalha-se e envolve todas as células que encontra.

E é como a maré a crescer, que a cada onda avança lentamente na areia e sobe um bocadinho, a cada onda, muito devagar no tempo, mas envolvendo-se completamente com a areia.

As areias balançam à passagem da água.

As células balançam à passagem da vibração sonora da taça.

Os sons envolvem as células completamente.

Passam pela mão e chegam ao cotovelo. Passam pela mão e chegam ao ombro. Passam pela mão e chegam ao colo, à barriga, às pernas. Passam pela mão e chegam ao tronco, ao pescoço e à cabeça. 

A vibração sonora envolve tudo e embala tudo num vai e vem como o das ondas do mar.

Como o ritmo do sangue nas tuas artérias ao pulsar do coração.

Vai e vem como o ritmo do ar nos teus pulmões. Como o ritmo do acordar e adormecer dos dias.

Vai e vem como o ritmo do aquecer e do arrefecer das estações do ano.

Vai e Vem como o ritmo dos problemas e das resoluções dos problemas.

Vai e vem como o ritmo das doenças e das curas ao longo da vida.  

Como o ritmo do molhar da chuva e do secar ao sol e às ondas de vento da natureza.

Vai e vem. Deixa-te ir e vir neste baloiço do som da taça. Tudo em harmonia. Pura ressonância de nós.

Sorri a esta beleza própria e profunda de tudo. Vai e vem.

Estás a sentir? Está em ti! É de ti! De dentro de ti! Podes sentir bem!
A beleza e a harmonia acontecem dentro de ti a cada onda sonora em ressonância com o ambiente seguro deste momento de ti contigo. Podes sentir bem este embalo do som a todo o teu corpo! Vai e vem.

Respira! Sente o corpo! O calor do teu colo! O embalar do som da taça a cada toque.

Estás vivo, a respirar e a sentir o teu corpo! És mesmo tu.

Sente-te bem-vindo hoje, agora, aqui.

 

Bem hajam!"





Podes ver informações sobre a Academia e sobre a nossa reunião em congresso no sítio da Academia Peter Hess Portugal:

#peterhessinstitut
#nóspodemossentirbem


STOP RUNNING - this MAN embraced the BEAUTY of PAIN and SUFFERING

" Acho que duvidar de si próprio e acusar-se de culpado é muito ccmum.
O que há de errado comigo?
Porque é que aquela pessoa não pode amar-me?
Então, a culpa é terrível!"





Ep 77: What is Life? | INNER COSMOS WITH DAVID EAGLEMAN

domingo, 22 de setembro de 2024

Daniel Siegel - The Teenage Brain

O nervo vago, o Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático e o relaxamento e regeneração


"We are body-first organisms, and our bodies truly are oriented to feel the world, rather than to think about it."
Stephen Porges


O principal "actor" deste Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático é o nervo Vago

É o décimo par de nervos cranianos. É um pacote de encadernação do grupo de fibras nervosas que tecem o seu caminho através do corpo desde o tronco cerebral (no cérebro) por ele abaixo até ao intestino, tocando inúmeros órgãos e sistemas corporais pelo caminho.

"O nervo vago representa o principal componente do sistema nervoso parassimpático, que supervisiona uma vasta gama de funções corporais cruciais, incluindo o controle do humor, resposta imune, digestão e frequência cardíaca. Ele estabelece uma das conexões entre o cérebro e o trato gastrointestinal e envia informações sobre o estado dos órgãos internos para o cérebro através de fibras aferentes."«1»

Ele serve como conexão partilhada que permite o sistema nervoso autónomo existir como uma entidade coesa, capaz de coordenar tantas funções corporais. É único na forma como interage com os outros nervos cranianos, particularmente os que interagem no movimento facial e da cabeça. 

"O nervo vago sai da medula oblonga no sulco entre a azeitona e o pedúnculo cerebelar inferior, deixando o crânio através do compartimento médio do forame jugular. No pescoço, o nervo vago fornece a inervação necessária para a maioria dos músculos da faringe e laringe, que são responsáveis pela deglutição e vocalização. No tórax, fornece o principal suprimento parassimpático para o coração e estimula uma redução na frequência cardíaca. Nos intestinos, o nervo vago regula a contração dos músculos lisos e a secreção glandular. Os neurónios pré-ganglionares das fibras eferentes vagais emergem do núcleo motor dorsal do nervo vago, localizado na medula, e inervam as camadas muscular e mucosa do intestino tanto na lâmina própria como na muscularis externa. O ramo celíaco fornece o intestino do duodeno proximal para a parte distal do cólon descendente. Os aferentes vagais abdominais incluem mecanoreceptores da mucosa, quimiorrecetores e recetores de tensão no esófago, estômago e intestino delgado proximal, e terminações sensoriais no fígado e pâncreas. Os corpos celulares aferentes sensoriais estão localizados nos gânglios nodose e enviam informação para o núcleo tractus solitarii (NTS). O NTS projeta a informação sensorial vagal para várias regiões do SNC, como o locus coeruleus (LC), a medula ventrolateral rostral, a amígdala e o tálamo. O nervo vago é responsável pela regulação das funções dos órgãos internos, como a digestão, a frequência cardíaca e respiratória, bem como a atividade vasomotora e certas ações reflexas, como tosse, espirros, deglutição e vômitos. Sua ativação leva à libertação de acetilcolina (ACh) na junção sináptica com células secretoras, fibras nervosas intrínsecas e músculos lisos. A ACh liga-se aos recetores nicotínicos e muscarínicos e estimula as contrações musculares no sistema nervoso parassimpático. «1»




Os eferentes vagais enviam os sinais “para baixo” do cérebro para o intestino através de fibras eferentes, que representam 10–20% de todas as fibras e os aferentes vagais “para cima” da parede intestinal até ao cérebro, representando 80–90% de todas as fibras.

As vias aferentes vagais estão envolvidas na ativação/regulação do eixo HPA, que coordena as respostas adaptativas do organismo a stressores de qualquer tipo. O stress ambiental, bem como o aumento das citocinas pró-inflamatórias sistémicas, ativa o eixo HPA através da secreção do fator libertador de corticotrofina (CRF) do hipotálamo. A libertação de CRF estimula a secreção da hormona adrenocorticotrófica (ACTH) da hipófise. Esta estimulação, por sua vez, leva à libertação de cortisol pelas glândulas suprarrenais. O cortisol é uma importante hormona do stress que afeta muitos órgãos humanos, incluindo o cérebro, os ossos, os músculos e a gordura corporal.

Aferente sensitivo geralinformação sensitiva da laringe, orelha, meato acústico externo, dura-máter da fossa posterior do crânio

Aferente visceral geral: informação sensitiva do corpo da aorta, esôfago, pulmões, brônquios, coração e intestinos

Aferente especial: informação gustativa

Eferente visceral geral: divisão parassimpática que estimula o músculo liso e as glândulas da faringe, laringe, órgãos torácicos e abdominais

O papel do vago nas funções do sistema nervoso autónomo

Ao lado do sistema nervoso simpático e do sistema nervoso entérico (SNE), o sistema nervoso parassimpático representa um dos três ramos do sistema nervoso autónomo.
A definição dos sistemas nervosos simpático e parassimpático é sobretudo anatómica. O nervo vago é o principal contribuinte do sistema nervoso parassimpático. Outros três nervos cranianos parassimpáticos são o nervo oculomotor, o nervo facial e o nervo glossofaríngeo.
A função mais importante do nervo vago é aferente, trazendo informação dos órgãos internos, como o intestino, o fígado, o coração e os pulmões, para o cérebro. Isto sugere que os órgãos internos são as principais fontes de informação sensorial para o cérebro. O intestino é a maior superfície virada para o mundo exterior e pode, por isso, ser um órgão sensorial particularmente importante.
A inervação parassimpática provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos e bronquíolos e uma estimulação das glândulas salivares. 
No trato gastrointestinal, a ativação do sistema nervoso parassimpático aumenta a motilidade intestinal e a secreção glandular. 
A ENS surge a partir de células da crista neural de origem principalmente vagal e consiste em um plexo nervoso embutido na parede intestinal, estendendo-se por todo o trato gastrointestinal, desde o esôfago até o ânus.  Estima-se que a ENS humana contenha cerca de 100 a 500 milhões de neurónios. Esta é a maior acumulação de células nervosas no corpo humano. Uma vez que o ENS é semelhante ao cérebro em termos de estrutura, função e codificação química, tem sido descrito como "o segundo cérebro" ou "o cérebro dentro do intestino". Consiste em dois plexos ganglionados: o plexo submucoso, que regula o fluxo sanguíneo gastrointestinal e controla as funções e secreção das células epiteliais e o plexo mientérico, que regula principalmente o relaxamento e a contração da parede intestinal. A ENS serve como barreira intestinal e regula os principais processos entéricos, como resposta imune, deteção de nutrientes, motilidade, circulação microvascular e secreção epitelial de fluidos, íões e peptídeos bioativos. Há claramente "comunicação" entre o nervo vagal e o ENS, e o principal transmissor é a ativação colinérgica através de recetores nicotínicos. A interação da ENS com o nervo vagal como parte do SNC leva a um fluxo bidirecional de informação. Por outro lado, o ENS no intestino delgado e grosso também é capaz de funcionar de forma bastante independente do controle vagal, pois contém circuitos reflexos completos, incluindo neurónios sensoriais e neurónios motores. Eles regulam a atividade muscular e a motilidade, os fluxos de fluidos, o fluxo sanguíneo da mucosa e também a função de barreira da mucosa. Os neurónios ENS estão também em contacto próximo com as células do sistema imunitário adaptativo e inato e regulam as suas funções e atividades. O envelhecimento e a perda celular na ENS estão associados a queixas, como obstipação, incontinência e distúrbios de evacuação. A perda da ENS no intestino delgado e grosso pode ser fatal (doença de Hirschsprung; pseudo-obstrução intestinal), enquanto que a perda do nervo vagal nessas áreas não é.

As linhas de comunicação neural (vago) e hormonal (eixo HPA - Hipotálamo-pituitária-adrenal) combinam-se para permitir que o cérebro influencie as atividades das células efectoras funcionais intestinais, como as células imunológicas, as células epiteliais, os neurónios entéricos, as células musculares lisas, as células intersticiais de Cajal e as enterocromafinas. Estas células, por outro lado, estão sob a influência da microbiota intestinal. A microbiota intestinal tem um impacto importante no eixo cérebro-intestino interagindo não só localmente com as células intestinais e o SNE, mas também influenciando diretamente os sistemas neuroendócrino e metabólico. Dados emergentes suportam o papel da microbiota na influência da ansiedade e dos comportamentos depressivos.
No caso da ingestão de alimentos, os aferentes vagais que inervam o trato gastrointestinal fornecem uma descrição rápida e discreta dos alimentos digeríveis, bem como dos combustíveis circulantes e armazenados, enquanto os eferentes vagais, juntamente com os mecanismos hormonais, codeterminam a taxa de absorção, armazenamento e mobilização de nutrientes. Evidências histológicas e eletrofisiológicas indicam que as terminações aferentes viscerais do nervo vago no intestino expressam uma gama diversificada de recetores químicos e mecanossensíveis. Estes receptores são alvos de hormonas intestinais e péptidos reguladores que são libertados pelas células enteroendócrinas do sistema gastrointestinal em resposta aos nutrientes, pela distensão do estômago e por sinais neuronais. Influenciam o controlo da ingestão alimentar e a regulação da saciedade, o esvaziamento gástrico e o equilíbrio energético, transmitindo sinais provenientes da parte superior do intestino para o núcleo do trato solitário no cérebro. A maioria destas hormonas, como o péptido colecistoquinina (CCK), a grelina e a leptina, são sensíveis ao conteúdo de nutrientes no intestino e estão envolvidas na regulação da sensação de fome e saciedade a curto prazo.
O trato gastrointestinal é a principal interface entre os alimentos e o corpo humano e pode sentir sabores básicos da mesma forma que a língua, através da utilização de recetores de sabor semelhantes acoplados à proteína G. Diferentes qualidades gustativas induzem a libertação de diferentes peptídeos gástricos. Os receptores de sabor amargo podem ser considerados alvos potenciais para reduzir a fome, estimulando a libertação de CCK. Além disso, a activação dos receptores do sabor amargo estimula a secreção de grelina e, por conseguinte, afecta o nervo vago.

"(...) Há evidências preliminares de que a estimulação do nervo vago é um tratamento complementar promissor para depressão refratária ao tratamento, transtorno de estresse pós-traumático e doença inflamatória intestinal. Os tratamentos que visam o nervo vago aumentam o tónus vagal e inibem a produção de citocinas. Ambos são importantes mecanismos de resiliência. A estimulação das fibras aferentes vagais no intestino influencia os sistemas cerebrais monoaminérgicos no tronco cerebral que desempenham papéis cruciais nas principais condições psiquiátricas, como transtornos de humor e ansiedade. Em linha, há evidências preliminares de que as bactérias intestinais têm efeito benéfico sobre o humor e a ansiedade, em parte por afetar a atividade do nervo vago. Uma vez que o tom vagal está correlacionado com a capacidade de regular as respostas ao stress e pode ser influenciado pela respiração, o seu aumento através da meditação e do yoga provavelmente contribui para a resiliência e a mitigação dos sintomas de humor e ansiedade." «1»






 «1» https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5859128/

sábado, 21 de setembro de 2024

Uma taça de som Peter Hess, uma pequena história 5

No âmbito da comemoração do 20° aniversário da Academia Peter Hess Portugal e do Congresso do Som que se vai realizar em Novembro próximo, resolvi fazer umas pequenas histórias com som das taças terapêuticas Peter Hess.

 "Uma taça de som Peter Hess, uma pequena história 

A taça terapêutica Peter Hess está a vibrar nesta sala onde estamos. 

As ondas de som andam pelo ar e encontram os nossos pés. Eles dançam leves com elas. 

As células das pernas também dançam com os sons da taça, assim como as de todo o tronco são embaladas nas flutuações dos sons harmoniosos que lhe tocam gentilmente. Os órgãos internos repousam na superfície calma destas vibrações suaves.
Como as ondas na superfície do mar, os sons da taça terapêutica Peter Hess chegam aos braços de onde ondulam até às mãos que repousam agora nesse balançar rítmico agradável natural. 

A nossa cabeça, o nosso rosto, os nossos olhos, as nossas bochechas e lábios são tocados e envolvidos nesta melodia da paz e reconciliação que estes sons nos comunicam.

O corpo inteiro flutua nestas ondas de som calmas. O corpo inteiro repousa. É seguro estar neste lugar.

É como um colo quente aconchegante.

Nós podemos repousar agora. A dor adormece neste momento. 

Há espaço para a regeneração e a cura das feridas.

A vida recupera o seu espaço de atuação em prol da saúde e equilíbrio.

E abre-se o campo da magia da vida. Da criatividade de que somos capazes quando estamos livres.

As gavetas da nossa imaginação abrem-se e podemos deixar sair as soluções para as nossas perguntas, as revelações do caminho que percorremos desta nova perspectiva de boa harmonia e ânimo salutar, as ideias novas recebem luz e tornam-se visíveis à nossa consciência.

Estamos aqui agora vivos e a sentir-nos integrados neste mundo com o nosso corpo inteiro.

Somos bem vindos!
Podemos sentir bem!

Somos bem acolhidos neste espaço. Podemos voltar sempre que quisermos porque o nosso corpo tem esta capacidade mágica da vida no código genético ancestral das suas células.


Bem hajam!"


Podes ver informações sobre a Academia e sobre a nossa reunião em congresso no sítio da Academia Peter Hess Portugal:

Sound Awareness on Bloomberg News

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Uma taça de som Peter Hess, uma pequena história 4



No âmbito da comemoração do 20° aniversário da Academia Peter Hess Portugal e do Congresso do Som que se vai realizar em Novembro próximo, resolvi fazer umas pequenas histórias com som das taças terapêuticas Peter Hess.
A quarta história é sobre o Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático e as partes do corpo "ricas" em sensores e terminações nervosas directamente relacionadas com esta parte do sistema nervoso em que o nervo vago é o protagonista.
""Uma taça de som Peter Hess, uma pequena história
O nosso corpo tem uma rede de transporte de informação interligada a todas as suas regiões.
Um sistema nervoso organizado por experiências e funções fundamentais para a vida, recolhendo informação do meio ambiente exterior e interior e transmitindo respostas para adaptação interna a esse meio ambiente em prol da vida e do bem estar saudável.
O Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático e uma taça terapêutica Peter Hess a vibrar.
Neste lugar de calma e segurança embalado na vibração sonora em tranquilidade e gentileza da Massagem de som do método desenvolvido por Peter Hess, a vibração sente-se no ouvido com estes sons melodiosos, ao mesmo tempo que toca suavemente na pele. E entra gentilmente nas suas camadas internas. O som chama a atenção do corpo e o ser inteiro coloca-se à escuta e desperta para estas vibrações harmoniosas. Olá! Tu podes sentir agora aqui. O teu corpo sente.
O som toca na tua pélvis que é a taça que contém as sementes que guardam em si toda a sabedoria dos seres antepassados e os projectos e sonhos dos seres futuros.
O som toca na barriga. Ouvem-se os movimentos do intestino a responderem como um eco às ondas sonoras da taça.
O som toca no diafragma no teu centro. Aquele teu músculo onde assentam os pulmões e o coração, relaxou. A respiração abrandou o ritmo e o músculo relaxado deixa aprofundar a inspiração dando mais espaço ao pulmão para crescer e dando mais amplitude à expiração para teres mais oxigénio bom para te auxiliar a nutrir as tuas células. E alonga-se a expiração para libertares o ar que já não te serve mais.
O som toca no coração que abrandou o ritmo ao som da taça que ondula até ti.
Toca na garganta. Os músculos da garganta relaxam e o ar pode passar melhor e ouve-se um suspiro profundo de alívio
Toca na face, Os músculos relaxam. A expressão repousa, harmoniza-se, É um sorriso agora. As pálpebras podem fechar. Os olhos podem descansar.
Estamos seguros, num espaço sereno onde nos podemos regenerar, deleitar com os sons terapêuticos e revigorar numa viagem com a nossa imaginação criativa livremente. Tu és esta beleza. Tu és esta vibração harmoniosa. Tu és esta plenitude.
E com esta melodia plena de ti, podes seguir abrindo os olhos, levantando-te e ir encontrando o teu caminho bom para cresceres e te sentires bem, cada vez mais íntegro com as tuas intenções, sonhos e realizações boas para ti.
Bem hajam!"
Já recebeste uma massagem de som segundo o método Peter Hess?
Tens curiosidade sobre este método de massagem de som Peter Hess e talvez estejas com vontade de aprender?
Podes ver informações sobre a Academia e sobre a nossa reunião em congresso no sítio da Academia Peter Hess Portugal:




 

Ep 76: How do you decide? (Part 2) | INNER COSMOS WITH DAVID EAGLEMAN

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

António Damásio "On a Neurobiological Perspective of Social Events"


"Todo o espectro da evolução foi exigido por necessidades da vida na qual os organismos começaram a ser cada vez mais complexos e a ter necessidade de se organizarem bem, o que deu origem aos sistemas nervosos com a presença de sentimentos e mais tarde emoções.(...)
Os sentimentos acontecem dentro do nosso organismo e é privado. O outro não sabe o que eu estou a sentir e eu não sei o que o outro está a sentir, mesmo que a existência de sentimentos seja permanente no nosso organismo. Os primeiros sentimentos têm a ver com as necessidades da vida: a fome, a sede, a dor, o desejo, a sensação de bem-estar e de mal estar.
Já as emoções, que vieram mais tarde na evolução, são públicas. Toda a gente pode ver que eu estou com medo ou com raiva.
A organização social tem muito a ver com a biologia humana pois é a constante procura por formas de bem estar nos conjuntos sociais, tal como a organização dos nossos sistemas nervosos."

domingo, 8 de setembro de 2024

Daniel Levitin on the Harmonious Intersection of Music and Neuroscience

Uma taça Peter Hess , uma pequena história

Olá! Bem hajam!

No âmbito da comemoração do 20° aniversário da Academia Peter Hess Portugal e do Congresso do Som que se vai realizar em Novembro próximo, resolvi fazer umas pequenas histórias com som das taças terapêuticas Peter Hess.
Esta é a terceira. 

"Uma taça de som Peter Hess, uma pequena história
Se nos permitirmos ficar quietos o suficiente cá dentro e sentir o que se passa em nosso redor, ouvir, ver, observar com o coração, veremos que a melodia do amor está em todo o lado. Pode soar a partir do nosso corpo. Naturalmente.

Nós temos o nosso próprio sistema corporal que produz as hormonas que são as endorfinas, substâncias químicas utilizadas na comunicação entre neurónios do sistema nervoso. São produzidas na hipófise (ou pituitária) transportadas pelo sangue e fazem a ligação com outras células do corpo. São as hormonas do bem estar. Melhoram o sistema nervoso central, proporcionando a elevação da autoestima, melhoram a disposição física e mental, o bom humor, melhoram a memória, o sistema imunológico, além de manter o controlo do apetite. A endorfina faz parte do sistema opióide do organismo e, a nível do hipotálamo, atua sobre as sinapses inibindo a transmissão da dor.

Quantas vezes nos magoamos e massajamos essa zona do corpo com as nossas mãos e sentimos algum alívio?

A massagem promove a produção da endorfina que é o analgésico natural do nosso corpo. É uma substância endógena semelhante à morfina.
O que faz em em primeiro lugar é aliviar as dores, as dores físicas e as emocionais. 
Em segundo lugar, é responsável por tornar possíveis as experiências de prazer, de recompensa, de alegria e euforia, experiências muito importantes para a nossa vida.
E a terceira coisa que faz e a mais importante, é tornar possível esta coisa chamada amor. As endorfinas promovem o contacto carinhoso entre os seres humanos. Quando, por exemplo, alguém olha nos olhos de outrém com admiração carinhosa e sorri de volta, às vezes temos a sensação de que nos derretemos de ternura. Tanto um como outro recebem uma dose de endorfina.
A massagem e a meditação são formas de promover a estimulação da libertação destas endorfinas.

Já recebeste uma massagem de som segundo o método Peter Hess?
Sentiste os benefícios da massagem das vibrações suaves e ritmadas dos sons destas taças terapêuticas? É uma massagem gentil e profunda a todo o corpo.
É o toque duma melodia gentil que te envolve.

Bem hajam!"


Informações sobre a nossa reunião em congresso podem ser consultadas no sítio da Academia Peter Hess Portugal
http://www.terapia-de-som-peter-hess.com

#peterhessinstitut
#nóspodemossentirbem



sexta-feira, 6 de setembro de 2024

O Sistema Nervoso Autónomo

"The job that the nervous system has to do in general, is do exactly the kind of homeostatic regulation that a single cell with no nervous system whatsoever already does with things that are actually similar in terms of sociality of a single cell organism or the socialaty of an organism of multiple cells." 
António Damásio

"When we feel safe, we are capable of generosity, empathy, altruism, grouth and compassion.
When we don't (or perhaps never) feel safe, our sense of self-preservation trumps all else and selfish, desperate and agressive behaviors are all but inevitable for must people." Stephen Porges

O Sistema Nervoso Autónomo é o nosso "piloto automático" que permite, por exemplo, que o nosso coração pulse, que os nossos pulmões respirem e as nossas pupilas dilatem sem que nós tenhamos consciência disso ou tenhamos que pensar nelas para realizar as funções fisiológicas.

É um sistema onde circula informação entre as diferentes partes do corpo e do cérebro constantemente. A rede periférica recolhe os dados para que está dedicada e faz seguir até aos centros de processamento no sistema nervoso central, o cérebro e a medula, que analisa e efectiva a resposta necessária enviando a informação de volta para os órgãos efectores viscerais e na periferia.

Juntamente com o sistema nervoso simpático, o sistema nervoso parassimpático é responsável pela regulação das funções vegetativas, atuando em oposição entre si. A inervação parassimpática provoca a dilatação dos vasos sanguíneos e dos bronquíolos e a estimulação das glândulas salivares. Pelo contrário, a inervação simpática leva à constrição dos vasos sanguíneos, à dilatação dos bronquíolos, ao aumento da frequência cardíaca e à constrição dos esfíncteres intestinais e urinários. No trato gastrointestinal, a ativação do sistema nervoso parassimpático aumenta a motilidade intestinal e a secreção glandular. Em contraste, a atividade simpática leva à redução da atividade intestinal e à redução do fluxo sanguíneo para o intestino, permitindo um maior fluxo sanguíneo para o coração e para os músculos, quando o indivíduo enfrenta stress existencial.

O neurónio é a célula base responsável pela condução dos impulsos nervosos no sistema nervoso. 



O nosso Sistema Nervoso Autónomo faz com que, por um lado, tenhamos um fluxo sanguíneo e  fornecimento de adrenalina e recursos energéticos adequados quando é necessário fugir numa situação de perigo - o Sistema Nervoso Autónomo Simpático (SNAS). E, por outro lado, uma outra parte do Sistema Nervoso Autónomo estará no comando no caso de estarmos a deliciarmo-nos com  uma refeição entre amigos, divertidos numa reunião social , a sentirmo-nos seguros ou a regenerar o nosso corpo nesses momentos de relaxamento seguro- o Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático (SNAP).

Quando o SANS é activado em momentos percepcionados como de perigo, nós preparamo-nos para lutar ou fugir:
* a frequência cardíaca acelera, permitindo que fujamos ou lutemos;
* a tolerância à dor aumenta, tornando mais fácil batermo-nos pela nossa defesa;
* a nossa expressão facial fica rígida;
* os músculos do nosso ouvido médio são desativados, facilitando a audição de baixa frequência associados ao perigo e aos predadores.

Quando o SNAP em momentos percepcionados como seguros outro tipo de funções são chamadas ao serviço da nossa capacidade de descansar, relaxar, sarar e ser social:
*a frequência cardíaca baixa, permitindo que fiquemos quietos e calmos;
*a produção da saliva e dos sucos gástricos é incentivada;
*os músculos faciais são activados a fim de facilitar as nuances da expressão facial emocional;
* temos uma melhoria da prosódia vocal (melhor entonação melódica e menor monotonia do discurso) e contacto visual;
* os músculos do ouvido médio activam-se para melhor ouvir a voz humana.

Um destes programas do piloto automático actua em alerta, zangado, agressivo enquanto o outro actua descontraído, calmo e com autodomínio.

O nosso estado fisiológico e o modo como nos sentimos são variáveis intervenientes na forma como experienciamos o mundo e podem mudar praticamente tudo na nossa experiência de estarmos vivos.

Também podemos considerar o Sistema Nervoso Entérico a parte do Sistema Nervoso dedicada ao trato gastrointestinal. 

A ligação entre o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Nervoso Entérico (SNE), também conhecida como eixo cérebro-intestino, permite a ligação bidirecional entre o cérebro e o trato gastrointestinal. É responsável por monitorizar a homeostasia fisiológica e conectar as áreas emocionais e cognitivas do cérebro com as funções intestinais periféricas, como a ativação imunológica, a permeabilidade intestinal, o reflexo entérico e a sinalização entero-endócrina. Este eixo cérebro-intestino inclui o cérebro, a medula espinal, o sistema nervoso autónomo (simpático, parassimpático e SNE) e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA).


quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Uma taça de som Peter Hess , uma pequena história

No âmbito do 20° aniversário da Academia Peter Hess Portugal, apeteceu-me homenagear partilhando umas pequenas historias com som.


"Uma taça de som Peter Hess, uma pequena história


Já sentiste a vibração duma taça Peter Hess na tua pele? 

Temos um órgão maior que é  o revestimento colorido que cobre todo o corpo, a nossa pele. 

Esse órgão tão importante que é ao mesmo tempo uma barreira natural para o exterior e um tecido com uma rede de receptores interligados que registam e transmitem ao nosso sistema nervoso central todas as alterações no ambiente exterior para que o corpo ajuste o ambiente interno de forma que se mantenha em equilíbrio funcional. E também com ligações ao nosso centro emocional . Quantas vezes se mostra um rubor facial que revela os nossos sentimentos secretos ou todos nós nos arrepiamos perante uma situação de perigo ou de admiração por algo que sentimos de beleza sublime.

Sente os pés no chão. Sente as costas na cadeira. Sente a mão sobre a perna. Sente a temperatura do ar. Sente a pequena aragem que vem da janela ali ao lado.

O nosso corpo aprende o sentido do tacto desde o útero. A carícia amorosa da mãe, esse toque especial, gentil, transforma a programação epigenética do filho criando uma rede de sensores que se estimulam particularmente ao mais suave dos toques. Esses sinais enviados ao cérebro falam sobre o que tocamos, sobre os detalhes do que tocamos e viajam a velocidades muito lentas de cerca de 3 km/h comparadas com outros sinais que podem atingir os 400km/h  quando é, por exemplo, necessário tomar medidas urgentes porque a temperatura é demasiado alta numa queimadura. Esses sinais mais lentos viajam para o centro dedicado às emoções, o sistema límbico, que diz o que sentimos quando tocamos. Esse toque gentil pode até estimular um centro particular do nosso cérebro, o giro angular, que desencadeia uma experiência extra sensorial corporal.

Esse toque gentil está a tocar no senso da nossa identidade pessoal, no senso da nossa identidade cultural e de comunidade.

Como é que nos sentimos vestidos com tecidos leves e esvoaçantes como a seda?

É como a nossa pele pode sentir a suavidade e harmonia do toque da vibração suave do som da massagem do som das taças terapêuticas Peter Hess.
A qualidade da liga metálica utilizada nestas taças, o processo de manufactura, a altura, a espessura das paredes, as condições em que são manufaturadas, condições e qualidades que têm sido otimizadas ao longo destes 40 anos em que Peter Hess e o seu Peter Hess Institut tem desenvolvido neste método de massagem de som,  permite uma diversidade, uma riqueza da complexidade sonora, da diversidade do mapa de frequências  e entonação melódica tão dirigidos ao nosso Sistema Nervoso Autónomo Parassimpático, com que regulamos o nosso estado de relaxamento e regeneração corporal.

Numa massagem de Som do Método Peter Hess abre-se um espaço gentilmente seguro de regeneração e fortalecimento saudável para que a pessoa possa enfrentar os desafios dos problemas pessoais e ou doenças que surjam na sua vida.


Sintamos este som aqui agora. Onde é que ele foi tocar no nosso corpo?


Bem hajam!"


Para mais informações sobre o nosso encontro dirija-se ao sitio da Academia Peter Hess Portugal

http://terapia-de-som-Peter-Hess.com


#peterhessinstitut

#peterhessinstitut